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Estudo da vacina AstraZeneca desenvolvida em parceria com Oxford contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 foi suspensa para revisão dos dados de segurança. Segundo jornais britânicos foi devido a suspeita de reação adversa em participantes no Reino Unido.

 

 

Hoje, um porta-voz da AstraZeneca, pioneira na corrida por uma vacina contra a COVID-19, disse em um comunicado que o “processo de revisão padrão da empresa acionou uma pausa na fase de teste da vacina para permitir a revisão dos dados de segurança”.

Segundo o porta-voz a pausa é “uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma reação potencialmente inexplicada em um dos testes, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos testes”. O porta-voz também disse que a empresa está “trabalhando para agilizar a revisão do evento único para minimizar qualquer impacto potencial no cronograma do teste”.

Os pesquisadores que realizam outros testes estão agora procurando casos semelhantes de reações adversas, vasculhando bancos de dados revisados ​​por um chamado Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança.

Embora ainda não esteja claro o quão grave e raro o evento adverso pode ser, a descoberta pode afetar a rapidez com que os dados de eficácia do estudo no Reino Unido estarão disponíveis. Esses dados são considerados essenciais para qualquer oferta para buscar uma autorização de uso de emergência para a vacina e afeta também o andamento dos estudos no Brasil no qual a vacina está sendo testada em parceria com a Fiocruz.

Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa eles receberam um comunicado sobre o testes da vacina "O laboratório AstraZeneca anunciou a paralisação do seu estudo global para vacina Covid-19. A decisão foi do próprio laboratório, que comunicou os países participantes sobre sua decisão". A Fiocruz também disse que foi informada pela Astrazeneca sobre a suspensão dos testes clínicos em fase 3 e que irá "acompanhar os resultados das investigações sobre possível associação de efeito registrado com a vacina para se pronunciar oficialmente".

Segundo a Dra. Dena Grayson, especialista em ebola e doenças virais, "A pessoa supostamente se inscreveu em um ensaio de fase 2/3 no Reino Unido e tinha mielite transversa - inflamação da medula espinhal que pode ser desencadeada por infecções virais. O momento desse diagnóstico, e se ele estava diretamente relacionado à vacina, não está claro"

 

* artigo em atualização para maiores informações

 

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

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