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Uma funcionária testa amostras da vacina inativada contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 em uma fábrica de produção de vacinas do China National Pharmaceutical Group (Sinopharm) em Beijing (Xinhua/Zhang Yuwei)

 

 

Estudos mostraram que o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19 não foi afetado pela forma como o vírus sofreu mutação.

Pesquisadores chineses informaram que estão acompanhando a mutação do vírus e organizaram mais de 30 instituições de pesquisa em todo o país para realizar pesquisas de rastreamento relevantes, disse Tian Baoguo, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em uma entrevista coletiva em Beijing.

Existem cerca de 150 mil sequências do genoma de novo coronavírus no banco de dados global, cobrindo mais de 100 países e regiões, observou Tian.

Segundo ele, a análise de mais de 80 mil sequências de genoma de alta qualidade mostrou que o vírus não apresenta muita variação e que tais variações estão dentro da faixa normal e não têm impacto substancial no desenvolvimento de vacinas

No momento, o design de antígeno das vacinas de COVID-19 destina-se principalmente à proteína S do vírus, cuja sequência é relativamente estável.

Além disso, as mutações em locais individuais da proteína S existente têm pouco efeito na estrutura do antígeno e na imunogenicidade. Testes anteriores provaram que as vacinas recém-testadas podem neutralizar efetivamente o vírus mutante, acrescentou.

A equipe de pesquisa científica continuará a acompanhar a mutação do vírus e fazer julgamentos oportunos para fornecer alerta precoce e referência científica para a pesquisa e desenvolvimento das vacinas, disse Tian.

 

Fonte: Xinhua