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Ludhmila Abrahão Hajja, que atua na linha de frente no tratamento de pacientes com Covid-19 desde o início da pandemia, recusou o convite para ser Ministra da Saúde.

 

Ludhmila Abrahão Hajjar recusou o convite para ser Ministra da Saúde, ela seria a quarta pessoa a assumir a pasta no governo Bolsonaro durante a pandemia, ela foi convidada pelo presidente para assimir o cargo no lugar do Eduardo Pazuello que pediu demissão do cargo.

A CNN ela falou sobre porque não aceitou o convite "Fiquei muito honrada pelo convite do presidente Bolsonaro, tivemos dois dias de conversas, mas infelizmente acho que esse não é o momento para que eu assuma a pasta do Ministério da Saúde por alguns motivos, principalmente por motivos técnicos".

"Sou médica, cientista, especialista em cardiologia e terapia intensiva, tenho toda minhas expectativas em relação à pandemia. O que eu vi, o que eu escrevi, o que eu aprendi está acima de qualquer ideologia e acima de qualquer expectativa que não seja pautada em ciência", afirmou.

Ela relatou que sofreu diversos ataques. Seu telefone foi divulgado em grupos de WhatsApp, sofreu ameaças de morte, além de tentarem invadir seu quarto de hotel na última noite e até mesmo recebeu ameaça de morte.

O nome de Ludhmila Hajja foi amplamente defendido para assumir o cargo no último domingo.

 

Quem é Ludhmila Hajja

Ludhmila Abrahão Hajjar atua na linha de frente no tratamento de pacientes com Covid-19 desde o início da pandemia. Atualmente ela é supervisora da Cardio-Oncologia do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC-FM/USP) e Coordenadora da Cardiologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

A médica nasceu em Goiás e ganhou destaque com uma tese de doutorado que mudou o protocolo de cirurgias cardíacas, na qual constatou que o uso de 30% menos de sangue transplantado no procedimento melhora o prognóstico do paciente. O estudo foi publicado na revista Jama (Journal of American Medical Association).

Em entrevista recente Ludhmila Hajjar criticou a condução da pandemia no Brasil “Foi uma ineficiência na adoção de medidas que poderiam ter minimizado muito a prevalência da doença”, completou “Hoje temos um número muito pequeno da população vacinada. Isso tudo tem um resultado hoje catastrófico, que estamos, infelizmente, assistindo no nosso dia a dia.”

Ela também criticou o tratamento precoce “Boa parte dos médicos que defendem tratamento precoce para Covid-19 são completos ignorantes na profissão”.

Currículo da Dra. Ludhmila Hajja: Docente permanente, professora associada da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Coordenadora de Cardio-Oncologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP. Coordenadora de Cardiologia do Instituto do Câncer do estado de São Paulo (ICESP). Coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Paulistano. Coordenadora de Cardio-Oncologia da Rede Americas Serviços Médicos e diretora de Ciência, Inovação e Tecnologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Participa do Programa de Residência Médica e é orientadora deste Programa de Pós-Graduação. Atividades assistenciais, de ensino e pesquisa.

Ela recebeu três prêmiso CAPES: Prêmio CAPES de Teses 2011 – área Medicina III, Prêmio CAPES de Teses 2016 – área Medicina III e Menção Honrosa CAPES 2015 – área Medicina III.

 Outros nomes cotados para o cargo são: deputado Dr. Luizinho e do médico Marcelo Queiroga.

 

Por Fábio Reis 

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