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A vacina foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Gamaleya. Os ensaios clínicos da vacina iniciaram em 18 de junho e todos os 38 voluntários desenvolveram imunidade. (Foto: Divulgação  Ministério da Saúde -Rússia)

 

 

O presidente Vladimir Putin anunciou nesta terça-feira durante uma reunião que a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a registrar uma vacina contra a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

A vacina foi batizada de Sputnik V em referência ao lançamento em 1957 de um satélite soviético, que iniciou a corrida espacial.

O presidente também pediu ao ministro da Saúde, Mikhail Murashko, que o mantivesse informado sobre a vacina, ao mesmo tempo em que observou que "ela funciona com bastante eficácia" e "forma uma imunidade estável".

“Espero que possamos iniciar a produção em massa da vacina em um futuro próximo, o que é muito importante”, disse o presidente. Putin agradeceu ainda mais a todos que trabalharam na primeira vacina contra o coronavírus e a descreveu como "um passo muito importante para o mundo".

“Espero que nossos colegas no exterior também avancem, e que haja muitos produtos que possam ser usados ​​no mercado, no mercado mundial de medicamentos e vacinas”, continuou Putin.

O presidente russo também revelou que uma de suas filhas havia sido vacinada contra o coronavírus. “Nesse sentido, ela participou do experimento. Depois da primeira vacinação, ela estava com uma temperatura corporal de 38 graus Celsius, enquanto no dia seguinte estava um pouco acima de 37 graus Celsius, só isso. Depois da segunda injeção, a segunda vacinação , a temperatura dela também subiu um pouco, aí tudo melhorou, ela se sente bem e os títulos [de anticorpos] estão altos ”, afirmou Putin.

O ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, disse que a vacina começará a ser produzida em dois locais - o Instituto de Pesquisa Gamaleya e a empresa Binnopharm.

“O plano de vacinação em duas etapas ajuda a formar uma imunidade duradoura. A experiência com vacinas vetoriais e esquema em duas etapas mostra que a imunidade dura até dois anos”, disse o Ministério da Saúde.

O ministro anunciou ainda que vários países já estão demonstrando interesse na vacina e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) está investindo na produção e promoção da vacina no exterior. A vacina deve entrar em circulação civil em 1º de janeiro de 2021, de acordo com o certificado de registro.

A vacina foi desenvolvida em conjunto pelo Instituto de Pesquisa Gamaleya e o Ministério da Defesa da Rússia. Ele tem dois componentes injetados separadamente que, juntos, devem construir uma imunidade de longo prazo contra o vírus.

Os ensaios clínicos da vacina começaram em 18 de junho e incluíram 38 voluntários. Todos os participantes desenvolveram imunidade. O primeiro grupo recebeu alta em 15 de julho, o segundo grupo em 20 de julho.

Em junho a Rússia começou a fabricar o Avifavir (favipiravir) para tratamento da COVID-19. Pesquisadores da Rússia também chegaram a realizar testes com o medicamento anti-malárico Mefloquina.

 

Com informações da Agência Russa de informações Sputnik.