Crianças receberam a vacina do Butantan em São Paulo no dia em que ela foi liberada para uso a partir dos seis anos

 

 

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, deu um recado exclusivo para pais e mães nesta quinta (20), ressaltando que a CoronaVac é a vacina mais segura para o público pediátrico. A declaração ocorreu minutos depois que as primeiras crianças brasileiras foram imunizadas com a CoronaVac em uma escola na capital paulista – “dia histórico para o Instituto Butantan e uma aprovação fundamental neste momento da pandemia”, disse Dimas.

Onze meninos e meninas, de nove a 11 anos, estudantes do 5º ano da Escola Estadual Brigadeiro Faria Lima, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, receberam a primeira dose do imunizante contra Covid-19 do Butantan e da Sinovac, minutos depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter liberado o uso emergencial da CoronaVac para crianças e adolescentes de seis a 17 anos.

“Aos pais e mães, meninos e meninas, a CoronaVac é a vacina mais segura entre todas as utilizadas no mundo, além de ser a vacina mais utilizada na população de três a 17 anos, com mais de 211 milhões de doses aplicadas ao redor do mundo. Seguramente vai melhorar a proteção contra a Covid-19. Os dados indicam isso claramente, que é uma vacina muito eficiente”, disse Dimas.

O presidente do Butantan também aproveitou a ocasião para agradecer o empenho da Anvisa em ampliar o rol de vacinas para crianças e adolescentes no Brasil e a todos os colaboradores e colaboradoras do instituto.

“Quero agradecer aos diretores da Anvisa, principalmente aos diretores e aos técnicos, juntamente com os especialistas e técnicos do Butantan, que se dedicaram intensamente para analisar todos os dados que foram apresentados. E queria agradecer também a todos os funcionários do Butantan que se empenharam para que isso acontecesse.”

 

Butantan pode produzir 1 milhão de doses por dia

Quanto à possível distribuição da CoronaVac para a imunização de crianças, Dimas informou que o Butantan tem alta capacidade de fornecimento de mais doses se houver demanda, além do estoque disponível. O instituto já enviou 4 milhões de doses da CoronaVac para o governo paulista nesta quinta (20).

“Além das 15 milhões de doses disponíveis, o Butantan tem capacidade de produção de 1 milhão de doses por dia. Se houver novos contratos, estamos absolutamente preparados para atender, podemos entregar 10 milhões de doses em um prazo de uma semana a dez dias. Nós já fornecemos aos estados, como São Paulo, e estamos disponíveis para atendimento”, ressaltou.

Dimas lembrou também que o instituto deve entrar com pedido de extensão da faixa etária de uso da CoronaVac à Anvisa tão logo sejam disponibilizados os dados de efetividade no Chile – país que usa amplamente a CoronaVac a partir dos três anos. “Nas próximas semanas os dados da faixa etária de três e cinco anos do Chile estarão disponíveis, mostrando a eficácia da vacina neste grupo, e à medida que tivermos estes resultados serão imediatamente submetidos à Anvisa com um novo pedido e extensão dessa faixa etária”, disse.

 

Ciência e o Butantan

O estudante Caetano de Jesus Martins Moreira, de nove anos, foi o primeiro a ser vacinado na escola da capital paulista. Membro do grêmio estudantil da EE Brigadeiro Faria Lima, o menino lembrou a importância da vacina e demonstrou coragem ao ser inoculado: “É só uma picada”.

Também receberam a primeira dose de CoronaVac os estudantes Camila Pastore, 10 anos; Yuri Paixão Kawamoto, 11 anos; Ana Beatriz Garcia Leite, 9 anos; Yasmin Paixão Kawamoto, 10 anos; Luisa Mallo Murilo, 10 anos; Yotan Yosef Berman, 11 anos; Natalia Santana da Silva, 10 anos; Luan Ribeiro Ferreira do Santos, 10 anos; João Wey Batista, 11 anos; Érico Nunes, nove anos.

“Viva a Ciência e o Butantan”, disse a professora de ciências Alice Wey, após o filho João ter recebido sua dose de CoronaVac.