imperial college coronavirus

Relatório do Imperial College London simulou diferentes cenários para o Brasil. Em um deles se o país não tomar medidas adequadas pode ter mais de 1 milhões de mortes por COVID-19.

 

Um estudo publicado por um grupo influente do Imperial College London, do Reino Unido, utilizou modelagem de dados para prever diferentes cenários da pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Os pesquisadores avaliaram o impacto de diferentes intervenções sobre as mortes causadas pelo coronavírus e a demanda por atendimento médico e leito de UTI, também foi analisado o impacto de quando as medidas são adotadas de forma tardia e precoce. O modelo matemático inclui dados como o período estimado de incubação do vírus e a capacidade hospitalar.

O resultados do estudo foi tão relevante que provocou uma mudança de postura dos governos britânicos e norte-americano em relação à crise.

Enquanto pesquisadores trabalham em vacinas e conduzem estudos clínicos para testar a eficácia de medicamentos, como a hidroxicloroquina e favipiravir, a adoção de intervenções não farmacológicas para combater o coronavírus (como isolamento social, fechamento de escolas, fechamento de colégios e outros) podem salvar milhões de vidas.

 

A modelagem dos dados propõe 3 modelos possíveis para o Brasil quanto as estratégias de mitigação: 

 

1) Sem intervenções de mitigação

Total de infectados: 187.799.806
Mortes por COVID-19: 1.152.283
Pessoas hospitalizadas: 6.206.514
Pessoas que necessitam de UTI: 1.527.536

 

2) Com distanciamento social da população inteira

Total de infectados: 122.025.818
Mortes por COVID-19: 627.047
Pessoas hospitalizadas: 3.496.359
Pessoas que necessitam de UTI: 831.381

 

3) Com distanciamento social aprimorado para idosos

Total de infectados: 120.836.850
Mortes por COVID-19: 529.779
Pessoas hospitalizadas: 3.222.096
Pessoas que necessitam de UTI: 702.497

 

* Todos os cenários consideraram uma população de 212.559.409 pessoas no Brasil.

Sem intervenção de mitigação = sem intervenção não farmacológicas, sem distanciamento social e etc.;

Com distanciamento social da população inteira = limitar os contatos na população em geral, incluindo o distanciamento socia para conter o contágio de COVID-19;

Com distância social aprimorado para idosos = intervenções para limitar contatos na população em geral, incluindo distanciamento social, além de distanciamento social aprimorado acima dos anos 70 (modelado como uma redução de 60% na taxa de contato);

 

Os pesquisadores também analisaram os cenários quanto ao tempo de adoção das medidas:

 

1) Adoção de medidas de forma precoce
(Quando atinge 0,2 mortes por 100.00 por semana)

Total de infectados: 11.457.197
Mortes por COVID-19: 44.212
Pessoas hospitalizadas: 250.182
Demanda por leito hospitalar no pico: 72.398
Pessoas que necessitam de UTI: 57.423
Demanda por leito de UTI no pico: 15.432

 

2) Adoção de medidas de forma tardia
(Quando atinge 1,6 mortes por 100.00 por semana)

Total de infectados: 49.599.016
Mortes por COVID-19: 206.087
Pessoas hospitalizadas: 1.182.457
Demanda por leito hospitalar no pico: 460.361
Pessoas que necessitam de UTI: 460.361
Demanda por leito de UTI no pico: 97.044

 

O estudo The Global Impact of COVID-19 and Strategies for Mitigation and Suppression foi publicado no dia 26 de março pelo time de resposta ao COVID-19 do Imperial College. Os dados sobre o Brasil podem ser encontrados na planilha em anexo no estudo. 

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

* A reprodução é permitida, desde que citado o autor e fonte com link para https://pfarma.com.br 

 

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