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O diagnostico da IA foi tão preciso quanto os de médicos

 

Um sistema de inteligência artificial do Google se mostrou eficaz - como um radiologista experiente - ao detectar que mulheres tinham câncer de mama com base em exames de mamografias, representando uma promessa de melhora na redução de erros, afirmaram pesquisadores nos Estados Unidos e Reino Unido.

A pesquisa, publicada na revista científica Nature na quarta-feira, 1, é a mais recente a mostrar que a tecnologia de inteligência artificial (IA) tem o potencial de melhorar a precisão nos exames de câncer de mama, que afeta uma em cada oito mulheres no mundo.

Radiologistas tendem a não detectar cerca de 20% dos casos de câncer de mama em mamografias, afirma a Sociedade Americana do Câncer, e metade de todas as mulheres que passam por exames no período de 10 anos recebem um resultado falso positivo.

As conclusões da pesquisa, desenvolvida com a unidade DeepMind AI, do Google, representam um grande avanço no potencial para a detecção precoce do câncer de mama, afirmou Mozziyar Etemadi, um dos co-autores da pesquisa e que trabalha na Northwestern Medicine em Chicago.

A equipe de pesquisadores, que inclui cientistas do Imperial College London e do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, treinaram o sistema do Google para identificar câncer de mama em dezenas de milhares de mamografias.

Eles então compararam a performance do sistema com os diagnósticos dados aos exames, formados por um conjunto de 25.856 mamografias realizadas no Reino Unido e 3.097 realizadas nos Estados Unidos.

O estudo mostrou que o sistema de IA do Google conseguiu identificar casos de câncer com um grau similar de precisão atribuído a radiologistas experientes. O sistema conseguiu também reduzir o número de resultados falsos positivos em 5,7% no caso dos exames norte-americanos e em 1,2% no caso dos exames britânicos.

A tecnologia também reduziu o número de falsos negativos, que ocorrem quando os diagnósticos dos exames mostram, de forma errônea, um resultado considerado dentro da normalidade. A redução foi de 9,4% no caso do grupo de exames feitos nos EUA e em 2,7% no caso britânico.

As diferenças refletem as diferentes formas como as mamografias são lidas em ambos os países. Nos EUA, apenas um radiologista avalia os resultados e os testes são feitos a cada um ou dois anos. Na Inglaterra os exames são feitos a cada três anos e cada teste é lido por dois radiologistas. Quando eles não concordam entre si, um terceiro é chamado para avaliar o caso.

 

O estudo foi publicado na revista Nature.

 

Por Agência - Reuters