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A Gildead Sciences parou temporariamente de disponibilizar aos pacientes o acesso ao remdesivir, seu medicamento experimental contra o novo coronavírus que causa o Covid-19, citando "demanda esmagadora", informou a empresa em comunicado realizado no último domingo.

A empresa afirmou que está focada no processamento de solicitações aprovadas anteriormente e que está desenvolvendo um novo sistema que permitirá que os pacientes recebam o medicamento em um prazo semelhante ao que seria necessário para trabalhar com os pedidos.

Isso abrirá exceções para mulheres grávidas e crianças menores de 18 anos que tenham teste confirmado para Covid-19 e pacientes com "sintomas graves" da doença.

A Gilead está utilizado o medicamento experimental remdesivir no tratamento da COVID-19, apoiando seis ensaios clínicos em todo o mundo, dois dos quais devem divulgar os resultados no início de abril.

Até o momento a Gilead disponibilizou o tratamento para os pacientes que desejam usar o medicamento experimental em caractér de "uso compassivo". Segundo a empresa, o medicamento foi fornecido em regime de emergência a centenas de pacientes nos Estados Unidos, Europa e Japão.

A empresa afirmou que "o cadastro para participar dos ensaios clínicos é a principal maneira de receber o remdesivir para gerar dados críticos que informam o uso apropriado deste medicamento em estudo".

A empresa anunciou "A Gilead continua a permitir o acesso ao seu medicamento experimental para o COVID-19, apoiando seis ensaios clínicos em todo o mundo que estão inscrevendo participantes agora" completou "Devido à grande demanda, estamos no processo de transição do nosso programa de acesso compassivo para programas de acesso expandido o mais rápido possível".

Os programas de acesso expandido acelerará o acesso de pacientes graves e permitirá que a empresa colete dados de todos os pacientes. Esses programas estão em "desenvolvimento rápido" com reguladores em todo o mundo.

Gilead disse que nas últimas semanas houve "um aumento exponencial" nos pedidos de uso compassivo por causa da disseminação do coronavírus na Europa e nos EUA. Isso "sobrecarregou" o sistema de acesso ao tratamento, que é muito limitado, até então este sistema não era destinado a ser usado em resposta a uma pandemia.

Recentemente a indústria farmacêutica chinesa BrightGene Bio-Medical Technology disse que começou a produzir em larga escala o medicamento experimental da Gilead Sciences.

No dia 1 de março o FDA autorizou o remdesivir para uso emergencial em pacientes com COVID-19.

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

* A reprodução é permitida, desde que citado o autor e fonte com link para https://pfarma.com.br 

 

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