zejula gsk cancer ovario

Zejula, recém-lançado pela farmacêutica GSK, reduz em até 73% o risco de progressão da doença ou óbito, proporcionando às pacientes maior expectativa e qualidade de vida1,2 

 

 

Com sintomas silenciosos, o tumor de ovário é o mais letal dos cânceres ginecológicos, e, diferentemente de outros tipos de câncer, não possui um exame específico de rastreamento, fatores que preocupam, já que 75% dos casos ainda são diagnosticados tardiamente3,4. A cirurgia de retirada do tumor e a quimioterapia sempre foram as principais opções de tratamento para este tipo de neoplasia, mas o Zejula (niraparibe) chega como opção transformadora, que muda paradigmas no controle da doença3. 

Já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Zejula é uma nova terapia oral de manutenção do tratamento do câncer de ovário e é indicado para pacientes recém-diagnosticadas ou nas quais a doença retornou, que fizeram quimioterapia à base de platina e tiveram resposta completa ou parcial a esta terapia5. Com eficácia e segurança respaldadas por dois importantes estudos clínicos publicados no The New England Journal of Medicine: o PRIMA e o NOVA, em 2019 e 2016, respectivamente, o medicamento traz perspectivas otimistas de manejo do tumor de ovário1,2. 

Segundo resultados do PRIMA, estudo realizado em pacientes recém-diagnosticadas com câncer de ovário, o medicamento apontou redução de 38% do risco de progressão da doença ou morte na população geral, e 60% na população com mutação no gene BRCA6; já no NOVA, estudo realizado com pacientes que apresentaram doença recorrente, houve a redução de risco de progressão ou morte de 73% nas pacientes com mutação no gene BRCA, e de 55% nas pacientes sem essa mutação1,2. Ao inibir e bloquear as enzimas PARP, Zejula leva as células cancerígenas à morte, evitando que elas consigam se autorreparar. 

"Como 85% dos casos em estágio avançado do câncer de ovário apresentam recidiva, este tipo de terapia de manutenção do tratamento traz esperança, na medida em que muda o manejo da condição, permitindo que as mulheres sigam com as suas vidas, voltem a ser ativas, e encarem a enfermidade como uma doença crônica, manejável", esclarece o oncologista Fernando Maluf, presidente do Instituto Vencer o Câncer (IVOC). 

Para a oncologista clínica e diretora médica de Oncologia da GSK, Dra. Vanessa Fabricio, "esse tipo de terapia-alvo é eficaz como manutenção do tratamento de câncer de ovário, pois posterga a recidiva, aumentando a qualidade de vida das pacientes. Além disso, o fato de ser um medicamento de uso oral com dose única diária é outra vantagem, pois evita a necessidade de deslocamento até o hospital, aumentando a adesão ao tratamento". 

 

Sobre o câncer de ovário 

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados 6.650 novos casos do câncer de ovário no país, sendo registradas aproximadamente 4 mil mortes somente em 20203. O tumor de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais prevalente entre as brasileiras, fica atrás do colo de útero7. Em sua fase inicial, o tumor de ovário não causa sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce, mas na medida em que ele cresce pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, náusea, indigestão, prisão de frente ou diarreia e cansaço constante3. 

Para detectar a doença são realizados exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, mas é importante manter as consultas regulares ao ginecologista3. É fundamental que a mulher fique atenta a manifestações inesperadas, e sempre se lembre de relatar ao médico se existem casos de câncer na família. 

Entre os fatores de risco para esse tipo de tumor estão a idade, infertilidade, mulheres que não tiveram filhos, menarca precoce, menopausa tardia, histórico familiar, fatores genéticos e excesso de peso3. 

 

Mudando a vida do paciente com câncer 

O Zejula (niraparibe) marca uma nova era na história da GSK, que vem expandido seu portfólio em Oncologia com o objetivo de trazer aos pacientes opções terapêuticas transformacionais baseadas na inovação e na tecnologia. Além do câncer de ovário, são esperados para os próximos anos novos produtos para o tratamento do câncer de endométrio, mieloma múltiplo, pulmão e cabeça e pescoço, entre outros. 

A farmacêutica britânica aposta no Brasil e direciona recursos para promover pesquisas e desenvolvimento em território nacional. São oito estudos clínicos envolvendo mais de 50 centros de pesquisa e 140 participantes, além de dois programas de acesso expandido. 

Segundo Deborah Soares, diretora de Oncologia da GSK, a companhia está empenhada em desenvolver tecnologias para suprir necessidades ainda não atendidas dos pacientes oncológicos: "acreditamos no poder da ciência para transformar vidas". 

 

Sobre a GSK 

A GSK é uma empresa global de saúde com foco em ciência e com um propósito especial de ajudar as pessoas a fazer mais, sentir-se melhor e viver mais. Temos três negócios globais que pesquisam, desenvolvem e fabricam medicamentos inovadores, vacinas e produtos de saúde. Somos uma das empresas de saúde mais inovadoras, confiáveis e com o melhor desempenho do mundo. No Brasil, somos líderes em Vacinas, HIV e na área Respiratória.

 

Referências: 

  1. GONZÁLEZ-MARTÍN, A. et al; for the PRIMA/ENGOT-OV26/GOG-3012 Investigators. Niraparib in patients with newly diagnosed advanced ovarian cancer. N Engl J Med. 2019;381(25):2391-2402. 
  2. MIRZA, MR. et al; for the ENGOT-OV16/NOVA Investigators. Niraparib maintenance therapy in platinum-sensitive, recurrent ovarian cancer. N Engl J Med. 2016;375(22):2154-2164. 
  3. Instituto Nacional de Câncer. Câncer de ovário. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-deovario. Acesso em 05 de fevereiro de 2021. 
  4. IVOC (Instituto Vencer o Câncer). 75% dos diagnósticos de câncer de ovário chegam tardiamente. Disponível em: https://vencerocancer.org.br/noticias-ovario/75-dos-diagnosticos-de-cancer-de-ovario-chegam-tardiamente/?catsel=tipos-de-cancer#:~:text=Silencioso%2C%20com%20poucos%20sintomas%20e,se%20espalhou%20para%20outros%20%C3%B3rg%C3%A3os
  5. Diário Oficial da União. Disponível em DOU, Brasília DF. 08 de março de 2021. Seção 1 Pg. 129. 
  6. O BRCA (Breast Cancer gene 1 ou 2. BRCA1 e BRCA2) são dois genes diferentes que afetam as chances de uma mulher desenvolver câncer de mama e ovário. 
  7. Instituto Nacional do Câncer. Números de câncer. Disponível em: https://www.inca.gov.br/numeros-de-cancer. Acesso em agosto de 2021.