tamiflu oseltamivir

 

O Tamiflu (oseltamivir) pode ser indicado se houver suspeita de infecção pelo vírus influenza, antes da confirmação do diagnóstico de COVID-19. Os antibióticos também podem ser usados se houve suspeita de infecção concomitante por bactérias.

Médicos na Tailândia relataram sucesso no tratamento de pacientes com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) que usaram uma combinação de medicamentos para o HIV com Tamiflu.

Ebenezer Tumban, Virologista da Michigan Tech, disse à Live Science que o Tamiflu foi projetado para atingir enzimas nos vírus influenza, não no coronavírus. Então é necessário observar a eficiência deste medicamento no tratamento da COVID-19.

 

Sobre o Tamiflu (Oseltamivir)

Oseltamivir, comercializado sob a marca Tamiflu, é indicado para o tratamento da gripe, tendo uma maior eficácia se tomado dois dias após os primeiros sintomas, impedindo a disseminação do vírus da gripe no corpo do paciente. O medicamento apresenta eficácia na prevenção e tratamento da influenza tipo A e influenza tipo B.

O fosfato de oseltamivir é considerado uma pró-droga, ou seja, ela é biotransformada dentro do organismo humano em carboxilato de oseltamivir.

A principal característica de seu modo de ação é inibição seletiva de neuraminidases, glicoproteínas de liberação dos vírions, ou seja, ele impede a saída dos vírus de uma célula para outra.

O medicamento não impede a contaminação com o vírus e é usado no tratamento da infecção. Possui ligação plasmática < 3% e volume de distribuição de 0,32 +-0,09 l/kg e não é substrato para P450. Além disto, a ingestão de alimentos não impede sua absorção.

O Tamiflu foi aprovado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1999. Foi o primeiro inibidor da neuraminidase disponível para via oral. Faz parte da lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os efeitos colaterais associados com a terapia com Tamiflu (oseltamivir) incluem: náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal e cefaléia. Raramente incluem: hepatite e enzimas hepáticas elevadas, erupções cutâneas, reacções alérgicas incluindo anafilaxia e síndrome de Stevens-Johnson. Vários outros efeitos colaterais foram relatados na vigilância: necrólise epidérmica tóxica, arritmia cardíaca, convulsão, confusão, agravamento de diabetes, e colite hemorrágica.

 

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

* A reprodução é permitida, desde que citado o autor e fonte com link para https://pfarma.com.br 

 

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