Japão vai enviar o medicamento favipiravir, produzido por Toyama Chemical da Fujifilm, gratuitamente para mais de 43 países que solicitaram para realizar testes clínicos em pacientes que apresentam quadro leve e moderado de COVID-19.

O medicamento atua impedindo a replicação do coronavírus nas células. Seu teste para o combate do novo coronavírus começou em fevereiro no japão.

Atualmente no Japão o medicamento, que é conhecido pelo nome comercial de Avigan, passa por estudo de fase 3 e o governo japonês já possui uma reserva estratégica de 2 milhões de doses do medicamento. 

Em abril a Kaneka Corporation fechou um acordo com a Fujifilm para fornecer insumos e garantir a produção em larga escala do Favipiravir.

Nos EUA o medicamento passa por estudo de fase 2 e aguarda aprovação da FDA.

O favipiravir já possui um registro de patente no Brasil, com validade até 2023, mas necessita de anuência da Anvisa.

Na índia a indústria farmacêutica Glenmark iniciou o ensaio clínico de fase 3 sobre o favipiravir em pacientes com COVID-19.

Monika Tandon, vice-presidente da Glenmark Pharmaceuticals, disse "Vários especialistas em saúde e médicos, dentro e fora de Glenmark, estão ansiosos para ver os resultados do Favipiravir nos casos de COVID-19. Acreditamos que os resultados do estudo serão significativos, pois atualmente não existem tratamentos eficazes para o vírus " ela acrescentou: "Os dados que obtemos desses estudos nos direcionarão para uma direção mais clara em relação ao tratamento e gerenciamento da COVID-19".

O diretor do Fundo Russo de Investimento Direto (RFPI), Kiril Dmítriev, classificou o medicamento antiviral Favipiravir como o "mais promissor" na luta contra o coronavírus atualmente "Os resultados dos testes clínicos confirmam que o favipiravir é talvez a droga mais promissora na luta contra o coronavírus nesta fase", disse em entrevista coletiva.

Na Rússia a RFPI aprovou a criação de uma empresa com para produzir o medicamento Favipiravir. No país os testes clínicos envolvem 330 pacientes com COVID-19 e são coordenados pelo Ministério da Saúde.

"Os primeiros resultados revelaram que 60% dos pacientes que tomaram este medicamento apresentaram teste negativo para o coronavírus no quinto dia de tratamento", disse Dmítriev.

Segundo Ministério da Saúde da Hungria o país reuniu uma ampla cooperação entre o governo, institutos de pesquisa, universidades e empresas para criar uma infraestrutura para testes clínicos e fabricação do medicamento.

Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, disse que espera que o favipiravir seja aprovado para o Covid-19 ainda em maio. Recentemente o país aprovou de forma acelerada o remdesivir.

Leia o resumo sobre as evidências científicas e o mecanismo de ação do favipiravir contra o SARS-CoV-2.

 

Texto por Fábio Reis

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