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A fabricante do medicamento Avigan (Favipiravir, T-705 ou Favilavir) afirma que a eficácia da droga no tratamento de pacientes de Covid-19 foi confirmada em um experimento clínico.

A empresa Fujifilm Toyama Chemical, parte do grupo Fujifilm Holdings, foi quem desenvolveu a droga. Em estudos de observação, o Avigan foi administrado a pacientes de coronavírus com sintomas leves.

O grupo Fujifilm Holdings afirma que, antes de realizar o pedido já planejado ao governo para a aprovação da droga no tratamento de Covid-19, a firma conduziu experimentos clínicos com 156 pacientes infectados pelo vírus, com idades entre 20 e 74 anos. O grupo que recebeu o medicamento levou 11,9 dias para mostrar melhora nos sintomas e testar negativo para o vírus. Já o grupo de controle, que recebeu medicamento placebo, levou 14,7 dias.

A empresa acrescentou que não foi encontrado nenhum problema adicional de segurança em relação ao medicamento. Possíveis efeitos colaterais do Avigan incluem disfunção dos rins ou do fígado.

A fabricante pretende submeter o requerimento para obter aprovação do governo para o uso da droga em pacientes de Covid-19 já no mês que vem.

O Japão acelerou a aprovação do remdesivir – droga utilizada para tratar pacientes de ebola – e passou a usar o medicamento como opção de tratamento eficiente para Covid-19. Outra opção de tratamento utilizada no Japão é o medicamento esteroide dexametasona.

 

Mecanismo de ação do Favipiravir

O Avigan promove a inibição seletiva da RNA polimerase dependente de RNA viral. Ele também induz mutações letais na transversão do RNA, produzindo um fenótipo viral não viável. 

 

Com informações da TV Japonesa NHK