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- Categoria: Coronavírus | covid-19
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Fiocruz constrói Centro Hospitalar para a Pandemia do Covid-19
Os 200 leitos do Centro terão isolamento para infecções por aerossóis e serão operados em condição de assistência para pacientes em alta complexidade (foto: Divulgação Fiocruz)
Há vagas para profissionais na Fiocruz para o centro de enfrentamento contra o COVID-19.
Em mais uma iniciativa para contribuir com o enfrentamento do avanço da Covid-19 no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), vai construir uma unidade hospitalar de montagem rápida. O espaço contará com 200 leitos exclusivos de tratamento intensivo e semi-intensivo para pacientes graves infectados pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).
O Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – Instituto Nacional de Infectologia, como será chamado, será implantado no Rio de Janeiro, em Manguinhos, e se somará aos esforços dos governos estadual e municipal para ampliação do acesso a leitos de UTI e ventilação mecânica, no sentido de reduzir a sobrecarga no sistema de saúde e, com isso, a letalidade da doença.
Para agilizar a sua implantação em curto prazo, a construção do Centro se dará em duas etapas. O primeiro módulo levará 40 dias para ser construído e contará com 100 leitos, sendo 50 para tratamento intensivo e 50 para semi-intensivo. A expectativa é de que, ao final de dois meses, toda a obra, com o total dos 200 leitos, já esteja concluída. Para cumprir o prazo, o canteiro de obras funcionará 24 horas por dia.
Os 200 leitos do Centro terão isolamento para infecções por aerossóis e serão operados em condição de assistência para pacientes em alta complexidade. A unidade hospitalar contará também com um sistema de apoio diagnóstico para todos os exames necessários, incluindo os de imagem, como tomografia computadorizada.
Os leitos serão coordenados pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência da Fundação na área de pesquisas clínicas e atenção especializada em doenças infecciosas, e que já atua também como referência para o atendimento a pacientes graves de Covid-19.
O investimento necessário para a construção será de 140 milhões, que serão alocados a partir de recursos extraordinários do Ministério da Saúde. Assim como o INI/Fiocruz, o novo Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 funcionará como um centro de referência, não oferecendo atendimento à demanda espontânea. O acesso se dará pelo sistema de regulação do Estado do Rio de Janeiro.
O Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – Instituto Nacional de Infectologia contará ainda com uma força de trabalho extra. A Fiotec convocará profissionais para trabalhar na nova iniciativa. Nesta primeira fase, serão cerca de 600 vagas para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas. Em um segundo momento, serão convocados também nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e especialistas como cardiologistas e nefrologistas, e profissionais de apoio administrativo.
Ensaios clínicos de tratamentos para o COVID-19
No novo espaço, também serão realizadas ações do ensaio clínico Solidariedade (Solidarity), da Organização Mundial da Saúde (OMS), liderado no Brasil pela Fiocruz. Lançada pela OMS na última sexta-feira (20/3), a iniciativa tem como objetivo investigar a eficácia de quatro tratamentos para a Covid-19 e será implementada em 18 hospitais de 12 estados, com o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do MS e coordenação do INI/Fiocruz. O estudo Solidarity é uma conjugação de esforços em todo o mundo, para dar uma resposta rápida sobre que medicamentos são eficazes no tratamento da Covid-19 e quais são ineficazes e não devem ser utilizados.
Apesar de ter quatro linhas de tratamento definidas, uma das premissas do estudo é que ele seja adaptável, ou seja, caso surjam novas evidências, as linhas podem ser adequadas, com descontinuação de drogas que se mostrem ineficazes e incorporação de medicamentos que venham a se mostrar promissores. Nesse tipo de estudo, uma comissão central tem acesso a todos os dados e faz análises durante todo o processo, evitando que os pacientes sejam expostos a drogas ineficazes ou com toxicidade elevada.
Fonte: Fiocruz
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